Narguilé pode fazer tão mal à saúde quanto o cigarro

14/09/2015 16:40

Narguilé (ou water pipe ou shisha ou Hookah) é um dispositivo para fumar, originário da Índia, no qual uma mistura de tabaco é aquecida e a fumaça gerada passa por um filtro de água antes de ser aspirada pelo fumante, por meio de uma longa mangueira.

 

No Brasil, o dispositivo é muito utilizado pelos jovens, que têm a falsa ideia de que a água filtra os compostos tóxicos da fumaça. Mas você sabia que o Narguilé pode fazer tão mal quanto o cigarro comum?

 

Informe-se:

 

- A água não é capaz de filtrar todos os compostos tóxicos e cancerígenos.

- Além de conter compostos tóxicos e cancerígenos, assim como os cigarros e outros produtos derivados do tabaco, a exposição a esses compostos é maior uma vez que uma rodada de fumo no narguilé pode levar cerca de 45 minutos, e o fumante acaba inalando mais fumaça que nos produtos convencionais.

- Além do tempo de inalação muito maior, as fontes de aquecimento geralmente utilizadas, como carvão e madeira em brasa, quando queimadas, liberam grande quantidade de compostos químicos potencialmente perigosos, como metais e monóxido de carbono.

- Diversos tipos de doenças podem estar associadas ao uso do narguilé, tais como dependência física e psíquica, impotência, câncer de pulmão, câncer de fígado, câncer oral (lábios, língua, faringe) e doenças cardíacas.

- Fumos com sabor costumam ser a porta de entrada para o consumo habitual do cigarro.


O que está por trás da publicidade dos “Detox”?

26/06/2015 16:16

Com a promessa de eliminar toxinas, desintoxicar, limpar, “fazer faxina” no organismo, melhorar o crescimento de cabelos ou perder peso, diversos produtos denominados “Detox” estão sendo oferecidos à população. Na internet, são encontrados alimentos Detox, os Detox capilares, dietas Detox e até produtos para saúde Detox (como palmilhas Detox e Patch). 

 

Mas fique alerta ao termo “da moda”: a maioria dos “Detox” já é comercializada há muito tempo, mas agora tem sido divulgada com essa denominação.

 

Na internet, alimentos denominados Detox apresentam composições muito diferentes. Alguns podem inclusive conter substâncias não permitidas, que podem não ser seguros para o consumo humano. Além de prometer a desintoxicação, muitas vezes esses produtos são oferecidos para tratar ou curar doenças. Desconfie desses anúncios: apenas medicamentos regulares são seguros e eficazes para o tratamento ou cura de doenças. Ou seja, alimentos não podem fazer alegações terapêuticas ou medicamentosas (como tratamento de diabetes, artrites e outras doenças, emagrecimento, etc).

 

Entre os cosméticos, desconfie também de promessas milagrosas e de ação rápida, como redução de rugas, celulite e melhora da pele. Já em relação às receitas de dietas Detox, muitas disponíveis na internet restrigem a ingestão de nutrientes importantes ao organismo. Por isso, o Ministério da Saúde orienta a consulta a um profissional de saúde habilitado para a prescrição destas dietas, a fim de prevenir riscos à sua saúde.

 

Desconfiou de alguma propaganda enganosa ou encontrou algum alimento fazendo promessas de cura de doenças? Faça uma denúncia à Anvisa pelo telefone 0800 642 9782.

 

Quer saber mais? Veja as recomendações do Ministério da Saúde sobre dietas Detox e saiba como desintoxicar o organismo depois de cometer excessos:

 

Dietas Detox podem ser prejudiciais à saúde, afirmam especialistas

Saiba como desintoxicar o organismo depois dos excessos do final de ano

 

 


Cuidado com os saneantes clandestinos!

10/06/2015 08:41

Embalagens de refrigerantes contendo produtos de limpeza clandestinos

 

Todos os produtos usados na limpeza, desinfecção e conservação de ambientes (casas, escritórios, lojas, hospitais) são considerados saneantes. Os saneantes são importantes na limpeza, pois acabam com as sujeiras, germes e bactérias, evitando assim, o aparecimento de doenças. Detergentes, desinfetantes, água sanitária, ceras e inseticidas são exemplos de produtos saneantes. Para serem vendidos no comércio, a Anvisa exige que as empresas desenvolvam produtos seguros e eficazes.

 

 Os saneantes clandestinos são vendidos por ambulantes em caminhões, peruas ou de porta em porta. Também costumam ser oferecidos em lojas que revendem produtos e artigos para limpeza em geral. Esses produtos não têm qualquer avaliação de que dão bons resultados e de que são seguros para o uso, manuseio ou armazenagem. Na maioria das vezes, não têm ação contra os germes ou não limpam as superfícies, porque suas formulações não possuem ingredientes próprios para isso, ou quando os contêm, não estão em quantidades suficientes.

 

Os produtos clandestinos muitas vezes são apresentados em cores bem chamativas, usualmente em garrafas “pet”, semelhantes às de refrigerantes. Muitas crianças tomam e se intoxicam com esses produtos. Portanto, fique de olho e denuncie à vigilância sanitária Encontre aqui o contato da vigilância sanitária mais próxima de você.


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Cuidado com o emagrecedor “Noz da Índia”, pois é tóxico

Produtos vegetais de origem e qualidade duvidosa para emagrecer podem fazer grande mal à saúde. Nos últimos meses, tem havido relato de problemas com a chamada “Noz da Índia”. A planta comumente usada sob esse nome popular tem a denominação científica de Aleurites moluccanus.

 

O uso das sementes desta planta tem sido divulgado na Internet como emagrecedor, por conta de suas propriedades laxativas. Entretanto, não há dados que comprovem a eficácia terapêutica e a segurança de seu uso em seres humanos.

 

Por outro lado, existem diversas referências que citam sua alta toxicidade. Os sintomas de intoxicação são náuseas, vômitos, cólicas abdominais e diarréia intensa. Em casos de maior gravidade pode ocorrer desidratação, queda de pressão e choque.  

 

Além do mais não existem no Brasil produtos registrados contendo a espécie Aleurites moluccanus. Portanto, todos os produtos divulgados na Internet estão irregulares e não devem ser consumidos.

 

Pesquisadores da Argentina avaliaram se a planta constante nos produtos anunciados como a “Noz da Índia” é realmente a Aleurites moluccanus. Descobriram então que tem sido comercializada enganosamente como “Noz da Índia” uma espécie ainda mais tóxica, a Thevetia peruviana.

 

As sementes da Thevetia são altamente tóxicas por possuírem grandes concentrações de glicosídeos cardiotônicos. Seu uso é proibido em países como México, Austrália e Argentina.

 

Referência: “Plantas tóxicas – estudo de fitotoxicologia química de plantas brasileiras”. MATOS, F. J. A ET AL. Editora Plantarum. 2011.


Analgésicos de venda livre também podem causar doenças

21/09/2015 15:20

 

 

A legislação brasileira permite que certos medicamentos possam ser adquiridos em farmácias e drogarias sem prescrição médica. Entre estes estão alguns analgésicos. Mas a venda ser livre não significa que o uso possa ser feito de forma indiscriminada. Fique atento a essas dicas.

 

Os analgésicos são medicamentos utilizados para a redução da febre e o alívio temporário de dores leves a moderadas.Assim como todo medicamento, os analgésicos mesmo se utilizados corretamente, podem causar danos sérios à saúde. Dentre as reações adversas graves ocasionadas por analgésicos podemos destacar: reação alérgica grave e imediata que pode levar à morte, reações cutâneas com risco à vida, hepatite fulminante e alterações nas células sanguíneas.

 

Existem no mercado brasileiro diversos tipos de analgésicos de venda livre como  aspirina, ibuprofeno, quetoprofeno, naproxeno, dipirona paracetamol (acetaminofeno). Para o uso seguro do medicamento recomenda-se  utilizá-lo na menor dose efetiva e pelo menor tempo adequado de tratamento. Deve-se sempre respeitar a quantidade e o intervalo entre as doses recomendados em bula ou conforme orientação médica. O usuário deve consultar um médico se os sintomas piorarem ou não desaparecerem.


O pH da água pode influenciar na saúde dos consumidores?

30/09/2015 00:03

 

 

 

O potencial hidrogeniônico, mais conhecido como pH, indica a concentração de átomos íons H+ presentes num meio. O pH é responsável pela acidez, neutralidade ou alcalinidade desse meio. Os valores de pH variam de 0 a 14 e as substâncias podem ser caracterizadas pelo seu valor de pH: pH 0 a 7, solução ácida; pH igual a 7, solução neutra; e
pH acima de 7, solução básica ou alcalina.

 

Para a água potável, os valores de pH recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) devem ficar entre 6,5 e 8,5. Tais níveis, entretanto, nada têm a ver com parâmetros de Saúde. De acordo com a OMS, o valor de pH, normalmente, não tem impacto direto sobre os consumidores.

 

Da mesma forma, até o momento a Agência Nacional de Vigilância Sanitária não conhece evidências científicas suficientes para apoiar a idéia de que uma água “alcalina” promova benefícios à Saúde. O pH da água não é um fator relevante para a prevenção e/ou tratamento de doenças.

 

As águas envasadas estão divididas em três categorias no Brasil: água mineral natural, água natural e água adicionada de sais. Para as duas primeiras não há requisitos sobre teores mínimos ou máximos de pH, pois estas águas são extraídas de fontes naturais e possuem composição caracterizada pela Geologia da região em que está localizada a fonte. A água adicionada de sais surge pela adição de sais em uma água considerada potável.

 

Em nosso país, a legislação que regula a potabilidade da água para consumo humano recomenda que, no sistema de distribuição, o pH da água seja mantido na faixa de 6,0 a 9,5. O pH é um dos parâmetros operacionais controlados durante as fases de tratamento de água, a fim de garantir uma desinfecção satisfatória e controlar a corrosão dos tubos condutores do líquido.

 


Consulta médica: saiba como fazer as perguntas certas

03/09/2015 10:31

 

É cada vez maior a exigência para que a assistência prestada nos serviços de saúde seja de qualidade. O Brasil faz parte da Aliança Mundial para a Segurança no atendimento ao Paciente, da Organização Mundial de Saúde (OMS). O objetivo da aliança é adotar medidas de melhoria no atendimento e aumentar a qualidade dos serviços de saúde.

 

Vai nesse sentido o desenvolvimento de esforços pelo Ministério da Saúde que visam à melhoria da comunicação e a transparência de informações entre profissionais de saúde, pacientes, familiares e acompanhantes. O paciente também pode colaborar com esse movimento. A consulta médica é um dos momentos que merece ser bem aproveitado visando à boa circulação de informações do interesse do paciente.

 

Assim, é necessário fazer as perguntas certas ao médico quando do contato com ele. Dez perguntas básicas podem ajudar o paciente a sair do consultório com uma idéia bastante satisfatória a respeito de seu problema de saúde e do tratamento:

 

. qual o nome do problema que eu tenho/qual é o meu diagnóstico?

. quais são as  minhas opções de tratamento?                                                                                                            

. quais são as minhas chances de cura?

. como é realizado o exame ou procedimento?

. quando e como receberei os resultados do exame?

. como se soletra o nome do medicamento prescrito?

. quantas vezes ao dia e por quanto tempo devo usar esse medicamento?

. é possível que haja alguma reação a esse medicamento?

. posso usar esse medicamento junto com outros que já utilizo, com algum alimento ou com algum líquido?

. o tratamento mudará a minha rotinha diária?

 

Aproveite sempre a presença de um médico ou outro profissional de saúde e tire suas dúvidas.


Resíduos de agrotóxicos: Evite iodo para remover

19/11/2015 11:03

Na internet proliferam “receitas milagrosas” para quase tudo, inclusive para remoção de resíduo de agrotóxico em alimentos. A mais recente delas é o uso de soluções contendo a substância química iodo.

 

Além de não haver dados científicos originados de análise laboratorial que confirmem a eficácia desta prática, é importante saber que o iodo possui ação oxidante. Assim, pode oxidar não somente os resíduos de agrotóxicos como também vitaminas, flavonoides e outros compostos benéficos presentes na superfície dos alimentos, o que levará à diminuição de seu conteúdo nutricional.

 

O iodo em tintura alcoólica está registrado na Anvisa como medicamento, por sua ação bactericida, de modo que seu uso deve ter finalidade exclusivamente terapêutica. Então lembre-se: caso opte pela aquisição de alimentos produzidos pela agricultura convencional, a recomendação mais segura e correta para diminuição do nível residual de agrotóxicos da superfície é lavá-los bem em água corrente, com auxílio de uma esponja ou escovinha destinadas somente para esta finalidade.

 

O emprego de pequena quantidade de detergente ou sabão neutro não é contraindicado e pode auxiliar no processo de remoção. Assegure-se apenas de enxaguar devidamente o alimento em água corrente para que não ocorra simplesmente a troca de moléculas de agrotóxicos pelas de detergente ou sabão.

 

Já a imersão prévia dos alimentos por 20 min em água com hipoclorito de sódio (água sanitária) pode (e deve) ser feita, porém sua finalidade é diminuir a contaminação por germes e micróbios, devido a sua ação biocida.

 


Coma mais frutas, legumes e verduras

24/11/2015 10:18

O consumo regular de frutas, legumes e verduras (FLVs) está associado a um menor risco de contrair certos tipos de câncer e outras doenças crônicas não transmissíveis. Isso é devido à presença de fibras e agentes fitoquímicos que atuam como antioxidantes naturais no organismo (por ex., licopeno no tomate, resveratrol na uva, etc), entre outros componentes reconhecidamente benéficos à saúde.

 

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda o consumo de pelo menos 400 g/dia destes alimentos para que se possa obter um ganho nutricional expressivo na prevenção de doenças crônicas não transmissíveis. Considerando o atual cenário de baixo consumo de frutas, legumes e verduras pela população brasileira, em acordo com levantamento feito pelo IBGE, é preciso aumentar em cerca de três vezes o consumo diário médio atual desses alimentos no Brasil, para que seja atingido o patamar recomendado pela OMS.

 

Na medida do possível, recomenda-se adquirir alimentos orgânicos e/ou certificados pelo governo, cuja procedência é conhecida, assim como os chamados alimentos da “época” (safra), por receberem em média uma menor carga de agroquímicos. Porém, a impossibilidade de aquisição de alimentos orgânicos não deve ser motivo para a diminuição no consumo de FLVs produzidos pelo sistema convencional de cultivo. Inexistem evidências consistentes na literatura científica que indiquem risco inaceitável à saúde devido à presença de resíduos químicos que possam descompensar os benefícios nutricionais trazidos por esses alimentos, à luz do conhecimento científico atual.


Saiba como denunciar a venda de produtos irregulares

06/01/2016 10:39

Alguém te ofereceu anabolizantes ou medicamentos proibidos?

Você presenciou o uso de formol em algum salão de beleza?

O ambulante perto da sua casa vende produtos de limpeza clandestinos?

Se você presenciou alguma dessas ou outras situações de comércio de produtos irregulares, faça uma denúncia à vigilância sanitária mais próxima. Assim, você está garantindo a segurança dos seus amigos, da sua família e a sua própria.

Veja os contatos das vigilâncias sanitárias estaduais e das vigilâncias sanitárias das capitais.

 

 

 

 


Plantas medicinais: saiba como usar de forma segura

06/01/2016 10:36

Os benefícios das chamadas “drogas vegetais” passam de geração em geração. Quase todo mundo já ouviu falar de alguma planta, folha, casca, raiz ou flor que ajuda a aliviar os sintomas de um resfriado ou mal-estar. Unindo ciência e tradição, a Anvisa dá algumas dicas sobre quando e como as drogas vegetais devem ser usadas para se alcançar efeitos benéficos.

 

Inaladas, ingeridas, usadas em gargarejos ou em banhos de assento, as drogas vegetais têm formas específicas de uso e a ação terapêutica é totalmente influenciada pela forma de preparo.  Algumas possuem substâncias que se degradam em altas temperaturas e por isso devem ser maceradas. Já as cascas, raízes, caules, sementes e alguns tipos de folhas devem ser preparados em água quente. Frutos, flores e grande parte das folhas devem ser preparadas por meio de infusão, caso em que se joga água fervente sobre o produto, tampando e aguardando um tempo determinado para a ingestão.

 

Confira aqui a forma correta de preparo em cada caso

 

Além disso, há outros cuidados extras que devem ser tomados. Fique ligado:

 

• Utilize sempre plantas que você conhece bem.

• Nunca colete plantas medicinais junto a locais que possam ter recebido agrotóxicos, ou perto a estradas, estacionamento de veículos, lixo ou locais poluídos.

• As plantas medicinais devem ser secas à sombra, até se tornarem quebradiças antes de serem utilizadas. Evite o uso de plantas medicinais murchas, mofadas e antigas.

• Procure conhecer a parte correta da planta medicinal a ser utilizada... o guaco, por exemplo, devem ser utilizadas as folhas, enquanto o gengibre são as raízes.

• Não armazenar as plantas medicinais por um longo período, pois podem perder os seus efeitos.

• Evite misturas de plantas medicinais. A combinação entre elas pode resultar em efeitos imprevisíveis.

• Não utilize durante a gravidez, ou na amamentação, a não ser sob orientação médica.

• Evite utilizar chás laxantes ou diuréticos para emagrecer.

• Tome o chá logo depois de prepará-lo, evite fazer grandes quantidades e armazenar, mesmo que em geladeira.

 


Anvisa lança projeto Click Saudável

28/04/2015 10:22

Com o objetivo de auxiliar o consumidor brasileiro na tomada de decisões mais seguras, conscientes e saudáveis sobre os produtos que compra na internet, o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) lançaram a iniciativa Click Saudável. O projeto conta com uma página na internet para orientar a população na compra de produtos de saúde em sites de comércio eletrônico. O início da ação foi marcado pela assinatura de Termo de Cooperação com a plataforma MercadoLivre – um dos maiores sites de comércio eletrônico no Brasil – e pelo edital de chamamento para outras empresas de comércio eletrônico aderirem à iniciativa.


Agrotóxicos na amamentação: benefício supera riscos

05/01/2016 10:08

 

Estudos realizados pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) há alguns anos relataram detecção de resíduos de agrotóxicos em amostras de leite materno. O impacto foi bastante negativo, com questionamento às autoridades sanitárias sobre como tratar a ingestão do leite materno, tendo em vista que estaria impróprio para a nutrição do bebê.

Visando manter a tranquilidade entre as lactentes são necessários alguns esclarecimentos, como os que seguem: 1. Os benefícios da amamentação para o desenvolvimento do bebê, trazendo consequências positivas até a idade adulta, são bem estabelecidos; 2. Todos os mamíferos estão expostos a centenas de substâncias químicas, naturais ou sintéticas, muitas das quais possuem características lipossolúveis, ou seja, tendem a migrar para tecidos adiposos (ricos em gordura) no organismo e assim serem detectadas no leite materno; 3. Agrotóxicos e demais compostos químicos organoclorados são lipossolúveis e persistentes, de modo que relatos de seu acúmulo no leite materno não representam fato novo e já foram documentados em diversos países, não tendo sido demonstrado até o momento qualquer correlação com efeitos adversos à saúde do bebê; 4. Os organoclorados persistentes foram banidos no Brasil e na maioria dos países há décadas, de modo que indivíduos mais jovens (e menos obesos) contêm menores níveis dessas substâncias em seus organismos, quando comparados a indivíduos mais velhos (e mais obesos), o que também se aplica às lactantes; e 5. À luz do conhecimento científico atual, não há evidências de que essas substâncias, nos níveis residuais que têm sido detectados no leite materno, possam causar efeitos negativos à saúde do bebê, a ponto de neutralizar os efeitos positivos da amamentação.

Considerando o dinamismo na evolução do conhecimento, a Anvisa tem procurado se manter alinhada às recomendações internacionais na matéria, incluindo da Organização Mundial de Saúde - OMS. A Agência se mantém igualmente atualizada quanto ao surgimento de fatos novos que possam elevar o nível de preocupação à saúde do lactente, mediante exposição a agrotóxicos e demais substâncias químicas eventualmente presentes no leite materno.

Segue leitura recomendada sobre o tema, da Univ. Califórnia/EUA: http://coeh.berkeley.edu/bridges/Spring2012/PesticidesBM.html


Evite a automedicação

18/11/2015 15:39

 

A automedicação é a utilização de medicamentos por conta própria ou por indicação de pessoas não habilitadas, sem a avaliação de um profissional de saúde.

O uso incorreto pode levar ao agravamento de doenças, à intoxicação, ao aparecimento de reações adversas graves e à resistência a medicamentos. Pode produzir ainda eventuais interações entre os produtos utilizados, anulando ou aumentando o efeito deles.

A prescrição médica (receita médica) apropriada contribui para o uso racional dos medicamentos.  Isto é, os pacientes recebem os produtos apropriados à sua condição clinica, em doses adequadas às suas necessidades individuais, por um período de tempo adequado e ao menor custo possível.

 Os medicamentos diferem segundo o tipo de prescrição:

  • Isentos de prescrição: são medicamentos que não necessitam de prescrição, mas devem ser utilizados de acordo com a orientação de um farmacêutico (a embalagem não possui tarja)
  • Venda sob prescrição: devem ser prescritos por médico ou dentista e são divididos em dois grupos:
  • Sem retenção de receita – apresentam Tarja vermelha e na embalagem a frase “VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA”
  • Com retenção de receita - apresentam tarja vermelha ou tarja preta e na embalagem a frase “VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA” ou “O ABUSO DESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR DEPENDÊNCIA”.

Os medicamentos são formulados sob critérios de proteção e segurança do usuário. Porém, há riscos associados ao seu uso. Reações adversas graves podem ocorrer e resultar até mesmo em morte.

É extremamente importante a identificação e o conhecimento das reações adversas a cada medicamento. Os profissionais de saúde são os mais aptos a identificar essas reações.

Se ao fazer uso de um determinado medicamento não desaparecerem os sintomas que levaram à sua prescrição ou surgirem novos, será necessário buscar atendimento médico.

A Anvisa possui um setor que recebe e avalia os relatos de reações adversas. Os profissionais de saúde podem notificá-las pelo sistema Notivisa, disponível no site da Anvisa. Já os cidadãos podem fazê-lo pelos canais de comunicação da Anvisa (SAT e Ouvidoria). 0800-6429782


Fosfoetanolamina é desconhecida para a Vigilância Sanitária do Brasil

23/09/2015 16:32

                                                                   

Estão circulando nas redes sociais e em outros veículos de comunicação informações sobre a substância Fosfoetanolamina. Esta substância teria sido desenvolvida por um cientista da Universidade de São Paulo (USP), com resultados favoráveis no combate ao câncer. O produto estaria sendo distribuído, gratuitamente, a pacientes interessados nos seus resultados.

A Anvisa esclarece que antes de qualquer medicamento ser disponibilizado para uso no Brasil, é necessária a avaliação de ensaios clínicos. Essa análise tem por finalidade atestar a eficácia e a segurança do produto candidato a registro como medicamento no País.

Em algumas circunstâncias, a Agência pode autorizar o acesso a medicamentos que ainda não tiveram ensaios clínicos concluídos nem obtiveram registro na Anvisa, como no caso de Uso Compassivo, Acesso Expandido ou por meio do Programa de Fornecimento de Medicamento Pós-Estudo.

A venda ou distribuição de qualquer medicamento sem registro, fora do contexto de uma pesquisa clínica aprovada ou fora de qualquer outro programa de acesso a medicamentos experimentais, é prática irregular, segundo os princípios de segurança adotados pelas principais agências reguladoras do mundo.

No caso da Fosfoetanolamina, a Anvisa não recebeu qualquer pedido de avaliação para registro da substância, tampouco pedido de pesquisa clínica, que é a avaliação com pacientes humanos. Isto significa que não há nenhuma avaliação de segurança e eficácia do produto realizada com o rigor necessário para a sua validação como medicamento.


Equipamentos de saúde têm de ter placa de identificação visível

10/09/2015 15:03

Usuários do sistema de saúde também podem ajudar a fiscalizar a utilização dos equipamentos de saúde por estabelecimentos como hospitais, clínicas e consultórios.

 

Aceleradores lineares, tomógrafos, aparelhos de ressonância magnética, bombas de infusão, eletrocardiógrafos, mamógrafos, incubadoras, aparelhos de raios-X e câmaras hiperbáricas, entre outros, têm de ter uma plaqueta de identificação indelével, visível e acessível a qualquer pessoa.

 

Nesta placa devem obrigatoriamente constar nome e modelo do equipamento, nome do fabricante, número de série e número de registro na Anvisa. Em caso de dúvida sobre a situação do equipamento, qualquer usuário pode procurar a Vigilância Sanitária.

 

A Resolução RDC nº 25/2001 proíbe a importação, comercialização ou recebimento em doação de equipamentos médicos usados. Para ser importado e comercializado, o equipamento médico usado deve ser previamente recondicionado sob a responsabilidade do detentor do registro/fabricante de forma a reestabelecer as condições de operação e segurança original do equipamento.

 

Assim, no Brasil só podem ser importados e comercializados equipamentos novos ou recondicionados com registros  válidos na Agência e com a devida autorização expressa do detentor do registro junto à Agência.

 

Todos os produtos para saúde, entre eles equipamentos de pequeno porte para uso leigo como, por exemplo, termômetros clínicos, medidores de pressão arterial e glicosímetros têm de obrigatoriamente estar registrados na Agência para poder ser comercializados, mesmo por lojas virtuais.

 

Antes de comprar equipamentos médicos, o cidadão pode exigir o número de registro/cadastro na Anvisa e checar se é válido no site www.anvisa.gov.br. Acesse Consulta Produtos > Consulta a Banco de Dados > Produtos para Saúde > Pesquisa de Produtos para Saúde Registrados.

 

A venda de produtos para saúde, entre eles equipamentos médicos, sem o devido registro/cadastro na Anvisa constitui infração sanitária conforme disposições da Lei 6360/76.

  


Suplementos e alimentos proteicos: o que são?

04/09/2015 10:56

As evoluções observadas nas áreas científicas e tecnológicas associadas à crescente preocupação dos consumidores com a saúde e estética contribuíram para o surgimento e o desenvolvimento de um mercado de produtos que mesclam características de alimentos, medicamentos e cosméticos.

Autoridades sanitárias e fabricantes de produtos utilizam diferentes terminologias para denominar esses produtos, tais como: alimentos funcionais, nutracêuticos, suplementos dietéticos, suplementos para saúde e nutricosméticos. Trata-se, portanto, de uma categoria muito ampla de produtos com características qualitativas e quantitativas bastante variadas.

No Brasil, não há previsão legal para a categoria “Suplementos Alimentares”. Atualmente, esses produtos poderiam ser enquadrados em pelo menos quatro categorias distintas de alimentos: suplementos vitamínicos e minerais; novos alimentos; alimentos com alegações de propriedades funcionais e/ou de saúde; e substâncias bioativas isoladas e probióticos. Na área de medicamentos, alguns suplementos poderiam ser enquadrados como medicamentos específicos, medicamentos fitoterápicos ou medicamentos biológicos.

Recebe-se diariamente, denúncias, pedidos de informação, notificações de eventos adversos, adulterações e alertas internacionais referentes ao uso de suplementos. Trata-se, portanto, de uma categoria complexa, de grande interesse dos consumidores e com ampla comercialização pela internet.

Os consumidores que procuram uma maneira rápida e fácil para perder peso, ganhar massa muscular, melhorar a aparência ou mesmo obter outros benefícios à saúde devem ficar atentos à publicidade, pois em geral esses produtos não cumprem os benefícios anunciados. Pior! Podem causar danos graves à saúde por conterem ingredientes que não são seguros para serem consumidos como alimentos ou, ainda, conter substâncias com propriedades terapêuticas, que não podem ser consumidas sem acompanhamento médico.

 

Nos anos de 2013 e 2014, foram analisados 23 suplementos proteicos, sendo que 20 apresentaram irregularidades de composição. Apenas um desses produtos apresentou resultado satisfatório para todos os ensaios. Dentre as amostras insatisfatórias, foram identificados problemas na quantidade de carboidratos e proteínas diferentes da informada na rotulagem, utilização de ingredientes não declarados, tais como amido, soja e fécula de mandioca dentre outros itens de rotulagem.

Alimentos não podem ter propriedades ou indicações terapêuticas e ou medicamentosas. Portanto, propagandas e rótulos que indicam produtos para prevenção ou tratamento de doenças ou sintomas, emagrecimento, redução de gordura, ganho de massa muscular, aceleração do metabolismo ou melhora do desempenho sexual são ilegais. Não estão autorizados para anunciar alimentos, pois tais atribuições são exclusivas de medicamentos e devem ser indicadas por médicos.

Os alimentos para atletas são considerados alimentos para fins especiais, destinados a atender as necessidades nutricionais específicas e auxiliar no desempenho de atletas, isto é, praticantes de exercício físico com especialização e desempenho máximos com o objetivo de participação em esporte com esforço muscular intenso. Esses produtos não podem apresentar substâncias estimulantes, hormônios ou outras consideradas como "doping" pela Agência Mundial Antidoping (WADA).

Os alimentos para atletas são classificados como suplemento: hidroeletrolítico para atletas; energético para atletas; proteico para atletas; para substituição parcial de refeições de atletas; de creatina para atletas; de cafeína para atletas. Essa denominação deve constar na rotulagem mesmo no caso de produto importado.

Esses alimentos para atletas são indicados para indivíduos com necessidades nutricionais específicas em decorrência de exercícios físicos. Na maioria dos casos, uma alimentação equilibrada é suficiente para atender as necessidades nutricionais de atletas. Só em situações específicas alguns necessitam de suplementação, conforme orientação de nutricionista ou médico.

Para as pessoas que praticam atividade física com objetivo de promoção da saúde, recreação ou estética não há necessidade de suplementação. Essa parcela da população não deve consumir esse tipo de alimento, sem a orientação de um profissional competente. Uma dieta balanceada e diversificada é suficiente e recomendável para atender as necessidades nutricionais dessas pessoas.

 


Medicamentos na internet: nem todos podem vender

03/09/2015 15:04

Cartelas de medicamentos diversos

O comércio de medicamentos diretamente para o usuário é uma atividade exclusiva de farmácias e drogarias. Essa regra também se aplica ao comércio de medicamentos pela internet.

 

A legislação prevê que somente farmácias e drogarias abertas ao público, com farmacêutico responsável, podem fornecer medicamentos solicitados por telefone, fax ou internet. Porém, os medicamentos controlados não podem ser comercializados pela internet.

 

Por isso tenha em mente que nenhum medicamento pode ser comercializado por pessoa física ou por empresa que não constitua uma farmácia ou drogaria regularizada.

 

Essa restrição garante a procedência do produto e as corretas condições de armazenamento. Se optar por comprar pela internet, procure o site de uma farmácia localizada próxima à sua casa.

 

 


Tintura de cabelo não deve ser aplicada na sobrancelha e cílios

03/09/2015 15:03

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) chama a atenção dos  consumidores mais vaidosos para o adequado uso das tinturas capilares. São produtos amplamente utilizados por homens e mulheres, mas, alguns cuidados devem ser observados para evitar danos ao couro cabeludo.

As tinturas mais comuns são fabricadas à base de corantes sintéticos, que vão ser misturados com uma substância oxidante, usualmente o Peróxido de Hidrogênio. A reação de coloração ocorre dentro do fio do cabelo e os corantes podem causar reações alérgicas, tais como vermelhidão e irritação da pele.

Os especialistas deixam claro que as tinturas jamais devem ser usadas nas sobrancelhas e cílios, por serem muito agressivos a estas regiões do corpo e devido ao risco de provocar danos graves aos olhos. Outra recomendação é para que o usuário faça sempre a prova do toque antes de cada utilização do produto no cabelo, seguindo as instruções que devem, obrigatoriamente, constar no rótulo. Se após a prova de toque, a pele tiver reações anormais como coceira, vermelhidão ou inchaço local, é desaconselhado o uso da tinta.

A Anvisa determina níveis máximos para a presença de alguns corantes nas tinturas capilares, com o objetivo de resguardar a saúde dos usuários. Além disso, os rótulos das tinturas e dos agentes clareadores de cabelos deverão conter as advertências:

  • "CUIDADO. Contém substâncias passíveis de causar irritação na pele de determinadas pessoas. Antes de usar, faça a prova de toque";
  • Pode causar reação alérgica. Fazer a Prova de Toque;
  • Não usar nos cílios e sobrancelhas;
  • Não aplicar se o couro cabeludo estiver irritado ou lesionado;
  • Em caso de contato com os olhos, lavar com água em abundância;
  • Manter fora do alcance das crianças.

As tinturas de cabelo são classificadas pela Agência como cosméticos de Grau de Risco 2. Seus fabricantes devem comprovar junto à Anvisa dados de eficácia e segurança. É possível consultar os produtos regularizados na Anvisa clicando aqui.

Mais informações sobre tinturas podem ser obtidas na Resolução 07/2015.